domingo, 31 de março de 2013

Diferente de zero


Se o amor pudesse expressar-se matematicamente não teria os sinais de soma nem de subtração, é demasiado simples. Teria mais sinais de multiplicação e divisão, porque para o amor tudo é muito ou pouco. Assim para os mais idiotas românticos, como eu, seria ainda pior, pois teria apenas sinais de potência e razão. Desse modo o número sete viraria quarenta e nove com um beijo roubado, ou então, o oitenta e um viraria nove após receber uma notícia inesperada.

Os números dessa equação pouco importariam, já que as relações amorosas variam muito. Porém antes esses números, grandes ou pequenos, fossem tão exatos como no exemplo citado. Na verdade seu resultado tão pouco faria parte dos números racionais. Poder-se-ia dizer que normalmente fazem parte dos números reais, mas às vezes também dos imaginários. Caso um matemático abusado resolvesse fazer essa conta não se atreveria a arredondá-la, pois sempre o resultado tenderia ao infinito, sendo ou negativo ou positivo.

No final, se o amor que sinto agora pudesse se expressar matematicamente, seria a maldita raiz quadrada de um número fracionado que resultaria em algo menor que um. Porém, por mais zeros que levaria depois da vírgula ainda assim seria diferente de zero. 

2 comentários:

  1. Quien diría que el amor se pude expresar de forma matemática!. Nuevamente tu genialidad y capacidad de "reírte" de ti mismo, me sorprenden. Tus escritos son simples, pero llenos de significación, a mi modo de ver, el verdadero sabio es aquel que es capaz de trasmitir su interioridad, sin necesidad de un lenguaje complicado, que nadie entiende, sino aquél que con pocas y buenas palabras (metáforas inteligentes y ejemplos cotidianos) nos hace disfrutar de un alto en nuestra jornada. Debo felicitarte entonces por esa capacidad que tienes de expresar tus estados emocionales a través de un lenguaje coherente e inteligente.

    con afecto Rodrigo C.

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  2. A matemática do amor. Quem dera ela fosse precisa e exata como o seu primeiro nome! Mas o segundo nome já impede qualquer tipo de exatidão. O amor, uma certeza que traz incerteza; uma possibilidade real de certeza ainda que incerta. Muito bom o texto!

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