Apesar de
seus olhos castanhos claro, seu olhar era azul.
Azul
profundo, mar de emoções submersas, cheios de corais afiados, mas também de
peixes lindos e coloridos.
Seu olhar
parece procurar um fantasma, louco e doente. Não sabe onde ele está, porém o
sente todos os dias na sua casa.
Tem medo
dessa assombração, pois crê que pode possuí-la, devorá-la sem deixar resquícios
do que era ela.
O azul está
no seu olhar, mas não está só lá. Está na sua rotina, na sua vida diária e por
que não em seu coração?
O peso da
vida a faz abaixar a cabeça em solidão na aula cansativa.
Entretanto é
forte, e com um empenho indescritível e misterioso ela segura o choro, assim
achando motivação para seguir em frente (aparentemente contente).


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