Depois de muito tempo sem sentir amor
Passou-se longos anos remoendo dor
Viveu intensamente alguns poucos meses
Porém pensou neles diversas vezes
A dor e a solidão lhe foram companhia
A luz e a esperança não deram as caras
Até que encontrou a cura pra essa fria
Foi tudo num instante naquele dia
Ela disse: “a vida é estranha e tão sozinha”
Olhou no horizonte o sentimento que lhe vinha
Sentados na calçada daquela suja via
Ficou, então, esperando a hora certa
Viajou no inverno pro estrangeiro
Mas quis que tudo fosse bem ligeiro (ai ai)
Voltou e alegrou-se ao ver a porta aberta
Mas tudo não passou de um terrível engano
Tudo que ela queria era amizade (ai ai)
Agora o que lhe resta é largar seu plano:
“De amar e deixar a mediocridade”

Poeta! Tem muita vida nessa poesia! Parabéns!
ResponderExcluirEmbora tido tivesse a dor
ResponderExcluirA menina não disse em tom alto
Que ali não havia amor
Fosse o que o que fosse; o sapato de salto
Foi-se embora... Cade tu?
Apenas deu-a as costas
Só restou-lhe voltar-se "jururu"
O sorvete pedido, ficastes as moscas
Ela então estava certa?!
Disse a ti:“a vida é estranha e tão sozinha”
A flecha que tu não acertas
Significava a solidão que vinha
O que houve não foi engano
Foi o som que parou
E a música que agora chamo
Pusera play no que ficou!
(...)
Imenso é o carinho que lhe tenho, meu amigo maior!
~MMS~