sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Não era ela


Depois de muito tempo sem sentir amor
Passou-se longos anos remoendo dor
Viveu intensamente alguns poucos meses
Porém pensou neles diversas vezes

A dor e a solidão lhe foram companhia
A luz e a esperança não deram as caras
Até que encontrou a cura pra essa fria

Foi tudo num instante naquele dia
Ela disse: “a vida é estranha e tão sozinha”
Olhou no horizonte o sentimento que lhe vinha
Sentados na calçada daquela suja via

Ficou, então, esperando a hora certa
Viajou no inverno pro estrangeiro
Mas quis que tudo fosse bem ligeiro (ai ai)
Voltou e alegrou-se ao ver a porta aberta

Mas tudo não passou de um terrível engano
Tudo que ela queria era amizade (ai ai)
Agora o que lhe resta é largar seu plano:
“De amar e deixar a mediocridade”








2 comentários:

  1. Poeta! Tem muita vida nessa poesia! Parabéns!

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  2. Embora tido tivesse a dor
    A menina não disse em tom alto
    Que ali não havia amor
    Fosse o que o que fosse; o sapato de salto

    Foi-se embora... Cade tu?
    Apenas deu-a as costas
    Só restou-lhe voltar-se "jururu"
    O sorvete pedido, ficastes as moscas

    Ela então estava certa?!
    Disse a ti:“a vida é estranha e tão sozinha”
    A flecha que tu não acertas
    Significava a solidão que vinha

    O que houve não foi engano
    Foi o som que parou
    E a música que agora chamo
    Pusera play no que ficou!

    (...)

    Imenso é o carinho que lhe tenho, meu amigo maior!

    ~MMS~


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