Seus olhos me puxaram para fora de mim.
Corria para dentro, mas, com força, batia
Em uma parede de culpa que guardava um jardim.
Naquele dezesseis de março lutava contra um motim.
Logo me vi encurralado e indiferente me debatia.
Então apressado cai nos seus braços sem
fim.
Achei que tinha ganhado essa luta dentro de mim,
Mas não se ganha da indiferença, que ali havia,
Sem sentir os espinhos das rosas desse inabitado jardim.
Você nisso tudo vivia inteira e intensamente ,
Lutava e ganhava muitas lutas internas,
Deixava a criança nascer e sair naturalmente,
Abrindo seus lindos olhos puxados para as cavernas .
Acreditando no mais simples e profundo do coração,
Que arritmado procurava uma dança.
Inusitada ela veio, no início como uma valsa mansa,
Mas depois como um funk se acabou até o chão.
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