Talvez eu tenha encontrado um caminho, assim como Raskolnikov
depois da morte de Marmieladov. Porém a luz que ilumina essa estrada é tão
forte que ofusca a visão, me impedindo de avistar mais à frente.
Sigo cada dia mais convicto, menos cansado e confuso. Só que
a dor e o vazio no peito ainda se fazem presentes. Não me esquecem e nem me
abandonam. Malditos! Por que não vão embora? Quero amar! Me entregar, sofrer de
amor é melhor do que sofrer de nada.
Ah paixão, venha e me aqueça, mas não se acomode, pois sei
que não és amiga. Passa logo e vai embora! Mas se for bem recebida, com as
devidas honras e tudo o mais, deixa a casa cheia de esperança. Esperança de que
após a sua saída tenha ficado muito amor para brotar.
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